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Romulo Rocha
 


    A Igreja hoje

Desde os seus primeiros dias, e por toda a História, a igreja tem enfrentado um mundo hostil, que deseja a sua destruição. Hoje, a igreja é confrontada com inimigos de todos os lados, e há perseguição de crentes em várias nações. No Ocidente, a igreja não é mais um agente respeitado ou dominante na sociedade; pelo contrário, ela é desprezada e ridicularizada. O mal cresce a cada dia e uma cosmovisão pagã aprisionou as mentes de jovens e velhos, à medida que a influência da cosmovisão cristã diminui. O Estadismo tem atraído as nações do mundo, e os homens têm rejeitado o verdadeiro Messias por um Estado messiânico; a salvação é vista em termos do poder do governo civil e da legislação, e não em termos do poder do sangue expiatório de Cristo. As leis de Deus foram trocadas pelas leis dos homens. O evangelho é pregado em muitas terras e há muitas “profi ssões” de fé, mas o evangelho que é pregado normalmente é destituído de um chamado ao arrependimento e submissão ao senhorio de Cristo. Na maioria das igrejas, o modelo de discipulado é aquele do pietismo, a teologia é arminiana e antropocêntrica, e a perspectiva sobre o futuro é pessimista. A igreja entrou no século 21 em retrocesso, praguejada por falsa doutrina, divisão e mundaneidade. Os lugares onde a igreja está exercendo uma influência cultural ampla são poucos, se é que há algum. Os inimigos de Deus estão rindo diante da queda da igreja em irrelevância e impotência.

William O. Einwechter



Escrito por Romulo Rocha às 17h52
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Escrito por Romulo Rocha às 17h47
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Ateus radicais saem perdendo

     Tenho altimamente conversado com muitos ateus.Não é uma tarefa fácil me fazer ser ouvido por pessoas que julgam os cristão seres intelectualmente inferiores.Tenho enfrentado todo tipo de preconceito e ,por isso, me porei agora a derrubar o que considero o maior deles:" teístas são burros".O libelo será simples e baseado na citação de grandes homem que criam em Deus.

  1. Isaac Newton:       

     Sir Isaac Newton (Woolsthorpe, 4 de Janeiro de 1643 - Londres, 31 de Março de 1727) foi um cientista inglês, mais reconhecido como físico e matemático, embora tenha sido também astrônomo, alquimista, filósofo natural e teólogo. Sua obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, é considerada uma das mais influentes em História da ciência. Publicada em 1687, esta obra descreve a lei da gravitação universal e as três leis de Newton, que fundamentaram a mecânica clássica.

     Ao demonstrar a consistência que havia entre o sistema por si idealizado e as leis de Kepler do movimento dos planetas, foi o primeiro a demonstrar que o movimento de objetos, tanto na Terra como em outros corpos celestes, são governados pelo mesmo conjunto de leis naturais. O poder unificador e profético de suas leis era centrado na revolução científica, no avanço do heliocentrismo e na difundida noção de que a investigação racional pode revelar o funcionamento mais intrínseco da natureza.

     Em uma pesquisa promovida pela renomada instituição Royal Society, Newton foi considerado o cientista que causou maior impacto na história da ciência.

     Sem dúvida foi um homem absolutamente notável.Leia o que ele diz sobre a relação entre Deus e o universo:

     "Do meu telescópio, eu via Deus caminhar! A maravilha, a harmonia e a organização do universo só pode ter se efetuado conforme um plano de um ser todo-poderoso e onisciente".

     2.Albert Einsten:

     (Ulm, 14 de Março de 1879 - Princeton, 18 de Abril de 1955) foi um físico alemão radicado nos Estados Unidos mais conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Ganhou o Prémio Nobel da Física de 1921 pela correta explicação do efeito fotoeléctrico; no entanto, o prémio só foi anunciado em 1922. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não prever tal possibilidade.

     Devido à formulação da teoria da relatividade Einstein tornou-se famoso mundialmente. Nos seus últimos anos, a sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na cultura popular: "Einstein" tornou-se um sinónimo de génio. Foi por exemplo eleito pela revista Time como a "Pessoa do Século" e a sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo. Em 2005 celebrou-se o Ano Internacional da Física, em comemoração dos 100 anos do chamado "Annus Mirabilis" (ano miraculoso) de Einstein, em que este publicou quatro dos mais importantes artigos cientifícos da física do século XX. Em sua honra, foi atribuído o seu nome a uma unidade usada na fotoquímica, o einstein, bem como a um elemento químico, o einstênio.

     Leia dois textos em que Einstein fala da relação ciência e religião e ,ainda , sobre sua cosmovisão:

     "A opinião comum de que sou ateu repousa sobre grave erro. Quem a pretende deduzir de minhas teorias científicas não as entendeu.
Creio em um Deus pessoal e posso dizer que, nunca, em minha vida, cedi a uma ideologia atéia.
     Não há oposição entre a ciência e a religião. Apenas há cientistas atrasados, que professam idéias que datam de 1880.
     Aos dezoito anos, eu já considerava as teorias sobre o evolucionismo mecanicista e casualista como irremediavelmente antiquadas. No interior do átomo não reinam a harmonia e a regularidade que estes cientistas costumam pressupor. Nele se depreendem apenas leis prováveis, formuladas na base de estatísticas reformáveis. Ora, essa indeterminação, no plano da matéria, abre lugar à intervenção de uma causa, que produza o equilíbrio e a harmonia dessas reações dessemelhantes e contraditórias da matéria.
     Há, porém, várias maneiras de se representar Deus:

     *Alguns o representam como o Deus mecânico, que intervém no mundo para modificar as leis da natureza e o curso dos acontecimentos. Querem pô-lo a seu serviço, por meio de fórmulas mágicas. É o Deus de certos primitivos, antigos ou modernos.
     *Outros o representam como o Deus jurídico, legislador e agente policial da moralidade, que impõe o medo e estabelece distâncias.

     *Outros, enfim, como o Deus interior, que dirige por dentro todas as coisas e que se revela aos homens no mais íntimo da consciê     "A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa devanear e ser empolgado pelo encantamento, não passa, em verdade, de um morto.
     Saber que realmente existe aquilo que é impenetrável a nós, e que se manifesta como a mais alta das sabedorias e a mais radiosa das belezas, que as nossas faculdades embotadas só podem entender em suas formas mais primitivas, esse conhecimento, esse sentimento está no centro mesmo da verdadeira religiosidade.
     A experiência cósmica religiosa é a mais forte e a mais lie fonte de pesquisa científica.
     Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a idéias que faço de Deus."

                                                                              ALBERT EINSTEIN (1879-1955)

     3.Galileu Galilei:

     (em italiano Galileo Galilei, Pisa, 15 de fevereiro de 1564 - Florença, 8 de janeiro de 1642) foi um físico, matemático, astrónomo e filósofo italiano que teve um papel preponderante na chamada revolução científica.
     Ele desenvolveu os primeiros estudos sistemáticos do movimento uniformemente acelerado e do movimento do pêndulo. Descobriu a lei dos corpos e enunciou o princípio da inércia e o conceito de referencial inercial, idéias precursoras da mecânica newtoniana. Galileu melhorou significativamente o telescópio refractor e terá sido o primeiro a utilizá-lo para fazer observações astronómicas. Com ele descobriu as manchas solares, as montanhas da Lua, as fases de Vénus, quatro dos satélites de Júpiter, os anéis de Saturno, as estrelas da Via Láctea. Estas descobertas contribuíram decisivamente na defesa do heliocentrismo. Contudo a principal contributo de Galileu foi para o método científico, pois a ciência assentava numa metodologia aristotélica.

     Desenvolveu ainda vários instrumentos como a balança hidrostática, um tipo de compasso geométrico que permitia medir ângulos e áreas, o termómetro de Galileu e o percursor do relógio de pêndulo. O método empírico, defendido por Galileu, constitui um corte com o método aristotélico mais abstrato utilizado nessa época, devido a este Galileu é considerado como o "pai da ciência moderna"

     Leia o que esse gênio diz a respeito da ciencia e da fé:

"A ciência humana de maneira nenhuma nega a existência de Deus. Quando considero quantas e quão maravilhosas coisas o homem compreende, pesquisa e consegue realizar, então reconheço claramente que o espírito humano é obra de Deus, e a mais notável"

     Acredito que ao longo dessa exposição tenha ficado muito claro que o preconceito difundido por muitos ateus de que a religião torna as pessoas mentalmente incapazes é apenas fruto de profunda ignorância.Que esse tipo de ideologia seja derrubada.Tenho fé em Deus que ela acabará, embora Einstein tenha dito, com muita sabedoria,que "é mais fácil romper um átomo que um preconceito".



Escrito por Romulo Rocha às 14h56
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Emanuel - Fernandinho



Escrito por Romulo Rocha às 15h30
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Carta a Stalingrado-Carlor Drummond Andrade

Stalingrado...
Depois de Madri e de Londres, ainda há grandes cidades!
O mundo não acabou, pois que entre as ruínas
outros homens surgem, a face negra de pó e de pólvora,
e o hálito selvagem da liberdade
dilata os seus peitos, Stalingrado,
seus peitos que estalam e caem,
enquanto outros, vingadores, se elevam.

A poesia fugiu dos livros, agora está nos jornais.
Os telegramas de Moscou repetem Homero.
Mas Homero é velho. Os telegramas cantam um mundo novo
que nós, na escuridão, ignorávamos.
Fomos encontrá-lo em ti, cidade destruída,
na paz de tuas ruas mortas mas não conformadas,
no teu arquejo de vida mais forte que o estouro das bombas,
na tua fria vontade de resistir.

Saber que resistes.
Que enquanto dormimos, comemos e trabalhamos, resistes.
Que quando abrimos o jornal pela manhã teu nome (em ouro oculto) estará firme no alto da página.
Terá custado milhares de homens, tanques e aviões, mas valeu a pena.
Saber que vigias, Stalingrado,
sobre nossas cabeças, nossas prevenções e nossos confusos pensamentos distantes
dá um enorme alento à alma desesperada
e ao coração que duvida.

Stalingrado, miserável monte de escombros, entretanto resplandecente!
As belas cidades do mundo contemplam-te em pasmo e silêncio.
Débeis em face do teu pavoroso poder,
mesquinhas no seu esplendor de mármores salvos e rios não profanados,
as pobres e prudentes cidades, outrora gloriosas, entregues sem luta,
aprendem contigo o gesto de fogo.
Também elas podem esperar.

Stalingrado, quantas esperanças!
Que flores, que cristais e músicas o teu nome nos derrama!
Que felicidade brota de tuas casas!
De umas apenas resta a escada cheia de corpos;
de outras o cano de gás, a torneira, uma bacia de criança.
Não há mais livros para ler nem teatros funcionando nem trabalho nas fábricas,
todos morreram, estropiaram-se, os últimos defendem pedaços negros de parede,
mas a vida em ti é prodigiosa e pulula como insetos ao sol,
ó minha louca Stalingrado!

A tamanha distância procuro, indago, cheiro destroços sangrentos,
apalpo as formas desmanteladas de teu corpo,
caminho solitariamente em tuas ruas onde há mãos soltas e relógios partidos,
sinto-te como uma criatura humana, e que és tu, Stalingrado, senão isto?
Uma criatura que não quer morrer e combate,
contra o céu, a água, o metal, a criatura combate,
contra milhões de braços e engenhos mecânicos a criatura combate,
contra o frio, a fome, a noite, contra a morte a criatura combate,
e vence.

As cidades podem vencer, Stalingrado!
Penso na vitória das cidades, que por enquanto é apenas uma fumaça subindo do Volga.
Penso no colar de cidades, que se amarão e se defenderão contra tudo.
Em teu chão calcinado onde apodrecem cadáveres,
a grande Cidade de amanhã erguerá a sua Ordem.

(Andrade, Carlos Drummond de. A Rosa do Povo. Rio de Janeiro: Record, 1987)

 

Cidade de Stalingrado

 



Escrito por Romulo Rocha às 21h11
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Descartes prova a existência de Deus

1ª Prova a priori pela simples consideração da ideia de ser perfeito

       "Dado que, no nosso conceito de Deus, está contida a existência, é correctamente que se conclui que Deus existe.

       Considerando, portanto, entre as diversas ideias que uma é a do ente sumamente inteligente, sumamente potente e sumamente perfeito, a qual é, de longe, a principal de todas, reconhecemos nela a existência, não apenas como possível e contingente, como acontece nas ideias de todas as outras coisas que percepcionamos distintamente, mas como totalmente necessária e eterna. E, da mesma forma que, por exemplo, percebemos que na ideia de triângulo está necessariamente contido que os seus três ângulos iguais são iguais a dois ângulos rectos, assim, pela simples percepção de que a existência necessária e eterna está contida na ideia do ser sumamente perfeito, devemos concluir sem ambiguidade que o ente sumamente perfeito existe."

2ª Prova a posteriori pela causalidade das ideias

       Descartes conclui que Deus existe pelo facto de a sua ideia existir em nós. Uma das passagens onde ele exprime melhor esta ideia é:

       "Assim, dado que temos em nós a ideia de Deus ou do ser supremo, com razão podemos examinar a causa por que a temos; e encontraremos nela tanta imensidade que por isso nos certificamos absolutamente de que ela só pode ter sido posta em nós por um ser em que exista efectivamente a plenitude de todas as perfeições, ou seja, por um Deus realmente existente. Com efeito, pela luz natural é evidente não só que do nada nada se faz, mas também que não se produz o que é mais perfeito pelo que é menos perfeito, como causa eficiente e total; e, ainda, que não pode haver em nós a ideia ou imagem de alguma coisa da qual não exista algures, seja em nós, seja fora de nós, algum arquétipo que contenha a coisa e todas as suas perfeições. E porque de modo nenhum encontramos em nós aquelas supremas perfeições cuja ideia possuímos, disso concluímos correctamente que elas existem, ou certamente existiram alguma vez, em algum ser diferente de nós, a saber, em Deus; do que se segue com total evidência que elas ainda existem."

       A prova consiste agora em mostrar que, porque possuímos a ideia de Deus como ser perfeitíssimo, somos levados a concluir que esse ser efectivamente existe como causa da nossa ideia da sua perfeição. De facto, como poderíamos nós ter a ideia de perfeição, se somos seres imperfeitos? Como poderia o menos perfeito ser causa do mais perfeito?

       Deste modo, conclui, já que nenhum homem possui tais perfeições, deve existir algum ser perfeito que é a causa dessa nossa ideia de perfeição. Esse ser é Deus.

3ª Prova a posteriori baseada na contingência do espírito

       "Se tivesse poder para me conservar a mim mesmo, tanto mais poder teria para me dar as perfeições que me faltam; pois elas são apenas atributos da substância, e eu sou substância. Mas não tenho poder para dar a mim mesmo estas perfeições; se o tivesse, já as possuiria. Por conseguinte, não tenho poder para me conservar a mim mesmo.

       Assim, não posso existir, a não ser que seja conservado enquanto existo, seja por mim próprio, se tivesse poder para tal, seja por outro que o possui. Ora, eu existo, e contudo não possuo poder para me conservar a mim próprio, como já foi provado. Logo, sou conservado por outro.

       Além disso, aquele pelo qual sou conservado possui formal e eminentemente tudo aquilo que em mim existe. Mas em mim existe a percepção de muitas perfeições que me faltam, ao mesmo tempo que tenho a percepção da ideia de Deus. Logo, também nele, que me conserva, existe percepção das mesmas perfeições.

       Assim, ele próprio não pode ter percepção de algumas perfeições que lhe faltem, ou que não possua formal ou eminentemente. Como, porém, tem o poder para me conservar, como foi dito, muito mais poder terá para as dar a si mesmo, se lhe faltassem. Tem pois a percepção de todas aquelas que me faltam e que concebo poderem só existir em Deus, como foi provado. Portanto, possui-as formal e eminentemente, e assim é Deus."

            Descartes, Oeuvres, VII, pp. 166-169.

       Descartes demonstra agora a existência de Deus a partir do facto de que não nos podemos conservar a nós próprios. Se não podemos garantir a nossa existência, mas apesar disso existimos, é porque alguém nos pode garantir essa existência.

 

 

 



Escrito por Romulo Rocha às 21h01
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A Obcessão Humana pela Liberdade

        Liberdade foi um tema que sempre fascinou e, ao que tudo indica, sempre fascinará a mente humana.A própria história parece ter uma paixão por ela,visto que grandes marcos como Revolução Francesa(1789), Primavera dos Povos(1848) e a Luta Anti-colonialista Pós-Segunda-Guerra miravam concretizá-la.

         Embora buscassem um objetivo comum, a luta pelo livre-proceder teve diferentes rumos, porque a visão dos ideólogos de cada época a respeito da liberdade foi tão diversa quanto seus ideais.Consequentemente, a perspectiva de realização plena dela passou a depender, também, da variante conceitual adotada.

         Para o Cristianismo, liberdade é estar livre do pecado e das amarras de Satanás pela ação redentora de Cristo.Nesta cosmovisão, ser liberto é possível e obtido no contato íntimo com Deus.No entanto, essa abordagem vem de encontro à opinião de Martha Medeiros, que diz que a liberdade é poder fazer o que quiser sem ser reprimido nem estar preso à própria livre-opção.Assim, para ela, a liberdade completa é impossível e só resta ao ser humano a escolha de sua prisão.

         O filósofo iluminista Montesquieu contraria o censo-comum no trato do tema.Segundo ele, a liberdade está no fazer o que a lei permite.Deste modo, ela é perfeitamente possível e acessível a todos os cidadãos.Opinião interessante, pois apresenta a liberdade vinculada à lei, que a modela, mas não a restringe,pois ,se isso ocorresse, já não haveria mais liberdade.Essa definição contrasta com a própria concepção usual, que atribui a liberdade à ausência completa de leis e à omissão completa do estado no controle da sociedade.

         O também filósofo Kant faz uma importante constatação:a liberdade cofere ao homem responsabilidade.Afirmação devastadora que, se for tomada como alicerse ideológico, leva à luta pelo livre-proceder um paradoxo:ser livre torna o homem preso à responsabilide por seus atos.Isso é intrigante e revela o quanto é complicada o debate que envolveu cultos e incultos ao longo dos séculos.

         A batalha de idéias que marca a discussão desse tema, que se mostra fonte inesgotável de opiniões, reflexões e questinonamentos, mostra o quanto a humanidade anseia por dirigir a própria vida e conduzí-la segundo seus próprios desígnios.Se há ou não liberdade plena, isso permanecerá, provavelmente, eternamente oculto.Mas o que nunca se apagará é a obcessão humana por algo tão abstrato,mas tão encantador.



Escrito por Romulo Rocha às 21h06
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